segunda-feira, julho 24, 2006

Era pra mim!

La vem ela. Grande, bem maior que as outras. E vem vindo rapido, apressada. A galera ta toda olhando. Se eu quiser pegar essa ai vou ter que me debater. Oh… ja tem pelo menos mais dois visando. Mas eh minha, ela eh pra mim essa ai. Grande, linda, toda certinha, e como ela avanca… Classica! Eu aqui, sentado, olhando. Sol na vista, vento na cara e ela vindo. Sera que eh pra mim ? Nao pode ser. Bom demais...Olha la : os dois outros tao visando ela tambem. Com certeza. Sera que eu vou ? Nem sei, essa ai talvez nao seja pra mim. Meio grande demais. Certinha demais… eu nem mereco. Nao sei se dou conta do recado. Mas ela continua vindo. E so de olhar pra ela eu sorrio. Cara, que perfeicao… E vindo na minha direcao. O primeiro que foi nao conseguiu nada. So sobrou eu e mais um. E ela vindo, toda, toda. Sabe qual eh?!… vo me tacar!. Sou mais eu que esse malandro ai. E se nao der certo nao deu… outras beldades virao. Aqui tem muitas iguais a essa. Mas eu to com a impressao que essa ai eh pra mim. Olha como ela vem… eh pra mim. Olha o sorriso, aberto, amplo. Me taquei…forca tota!. Vontade total! Pra convece-la de que eu a mereco. O outro cara veio junto.Ombro a ombro, disputa acirrada. Quem chegar primeiro leva. Ela sorrindo, ja se jogando do alto de sua perfeicao, pra cima de mim. O outro ficou pra tras. Viu que era pra mim. Eh minha essa! E eh linda, linda. Parti pro abraco e ela abriu os bracos. Toda sua perfeicao escancarada, e eu me sentindo o artilheiro no maraca lotado. A galera que tava olhando nem leva fe. Todo mundo tava de olho. Mas hoje era pra mim. Tava escrito...
Uns esnobam... outros gritam. Ninguem indiferente. Afinal nao eh todo dia que a gente sai com a mais cobicada da praia. Quanta perfeicao!! E eu e ela, um corpo so. Simbiose perfeita entre o homem e seu objeto de adoracao. A mao percorrendo seu corpo a medida que avanco, cada vez mais fundo dentro dela. Cada sencacao melhor que a outra. Cada curva mais ousada que a outra. Cada gota saindo do seu corpo... cada fio do seu cabelo me cobrindo... Fui com ela ate nao podermos mais. E ja no fim, depois de percorre-la ate seu ultimo centimetro, me sinto o homem mais sortudo e feliz da praia, do mundo. Sorte de ter estado la, no bom momento, na boa hora, na boa mareh. Pra pegar a melhor onda da minha vida.
Surf eh droga, mas so faz bem!

quarta-feira, julho 19, 2006

Working is for people who can’t fish!

É Foda! Chega segunda feira e o malandro não tem a menor condição física ou mental pra trabalhar. Trabalhar por si só já é uma atividade que não parece estar de acordo com a natureza procrastinadora do sujeito. Segunda feira então é biologicamente impossível e humanamente desaconselhável o excesso de esforço mental. Ainda por cima quando decido aproveitar o fim de semana prolongado pelo feriado pra exercer atividades muito mais adequadas a minha natureza ócio-inútil-enroladora. Pois então, segunda feira, com o célebru completamente amortecido pelo banho de etílicos e canabinoidicos do fim de semana, com a motivação do Romário para os treinos matinais, estou aqui, enjaulado. Sentado de frente pra essa maquina tecnologico-torturadora, fantasiado com esse uniforme de homens que querem parecer respeitáveis, e que por isso usam casaco mesmo que faça 40 graus e penduram um babador colorido no pescoço que ninguém nunca soube me explicar razão de ser. Patético!

Então: prisioneiro, fantasiado e torturado desde as 9 da manha. Agora, 17:56, estou aqui tentando arrumar mil e uma artimanhas pra fazer o tempo passar e eu poder ir pra casa. Tenho que enganar ate pelo menos 19:00h. Podia ter escolhido trabalhar. Segundo a minha pouca experiência, é o que faz o tempo passar mais rápido. Mas pelas razões expostas no parágrafo acima essa possibilidade foi eliminada aproximadamente as 9:23h dessa linda manha de sol em Paris.

Paris, Paris, Paris! Dirão vocês em coro ao me ver reclamar da vida nas presentes circunstanciais. RIO, RIO, RIO! eu respondo à plenos pulmões, pra todos vocês. Trabalhar é uma merda em qualquer lugar do mundo e não é suvaqueira-city que vai me fazer mudar de idéia. Ao contrario, aqui nunca tem praia depois do expediente, e pra piorar… Não. Não vou piorar mais nada. Ja ta ruim o bastante. Afinal de contas, isso aqui não é um manifesto, um protesto ou uma carta de repúdio ao metro nojento dessa cidade linda.(linda e chata, que me desculpem os apaixonados). Isso é só uma ferramenta de substituição do trabalho por uma forma mais amena e agradável de produção intelectual (intelectual???? Sic!!). Devia ter uma lei, proibindo gente como eu, de ser contratado por gente que leva o trabalho à sério. Eu não sou desse mundo. Ou não quero ser. Da no mesmo.

Ta foda! Já escrevi um montão de merda e ganhei apenas exatamente 16 minutos. Tem mais 48 pra encher essa lingüiça que vocês tão lendo ai. To pensando sériamente em poupar vocês do resto dessa porcaria que escrevo e poupar os chefes do consumo de eletricidade desnecessário e me mandar de fininho (ah, um fininho...) pela escada de serviço. Minha presença aqui é tão indispensável que eu tenho certeza que o único que vai se dar conta é o estagiário, com quem divido a sala. Mesmo assim, tenho minhas duvidas. Ele ta trabalhando de verdade. Deve ta me achando um louco, ou um gênio. Passei o dia todo fazendo uma “pesquisa” numa pilha de papel que tem aqui e de repente saio escrevendo como um louco, por meia hora sem parar e sem consultar uma linha do que eu tava “lendo”. Leu, absorveu, elaborou as idéias e botou tudo no papel de uma vez só. Caraca, esses brasileiros não parecem, mas são inteligentes pra caramba!
Minha gente, acabou. A forca que eu ainda tinha pra inventar esse monte de merda aqui exposto, acabou. Vou esperar as 19:00 horas meditando ou “pesquisando”. Como queiram... Obrigado pela companhia nesse momento de profundo desprezo pelas regras sociais e valores difundidos no mercado internacional de trabalho. Sem mais para o momento, poupo-lhes de mais fétidas reflexões morosas sobre minha inócua e improdutiva segunda feira.
PS: I can’t fish…

segunda-feira, maio 22, 2006

Sábado

Acabada a confraternizaçao de fim de ano na fabrica, juntaram todo o material, e carregaram a van.

Fim do serviço, nosso Herói dispensou o ajudante e foi procurar a gostosa da secretaria que ele tinha passado a tarde toda visando:

- E ai, beleza? Você é a secretaria do pai Rafa, né? Eu sou amigo de infância dele…

Duas ou três abobrinhas depois, sai ele, peito estufado, com a Gostosaria ao lad, todo orgulhoso com cara de « é hoje ». Passou pela mesa onde o Rafa tomava uma ultima gelada com o pai-trao e dois clientes e deu aquela olhada em direçao a à mesa. Sem dizer nada, disse tudo. Entraram na Saveiro velha e tocaram pro King pizzas jogando uma conversinha barata pela janeja.

Parou a Saveiro na frente do King e deu aquela buzinada tradicional, pro Waldemar já ir preparando uma mesinha especial. Apresentou a gostosaria pra todo mundo quase como se fosse sua namorada:

- Waldemar, manda uma garrafa de Red Leibo um balde de gelo e um maço de Gudan de canela. Quero que se foda, hoje eu vo encher a cara…


Serviu uma dose pra ele mesmo primeiro e quando ia servindo a da « namorada » viu com o rabo do olho um Vectra parar na frente da birosca (na época ainda era uma birosca) :

- Filho da puta… !
- Quem ?- Perguntou a Gostosaria.


Pan, pan ram pan (Buzina!!!!).. Era o Rafa. O filho do dono. O quase patrão da porra da fabrica. A Gostosaria abriu aquele sorriso, pediu licença e foi la cuidar de assuntos profissionais. Botou a cara dentro da janela do Vectra e depois de dez segundos tava decidido :

- Herói, foi mal. Vou ter que ir com a Rafa. Aconteceu um « probleminha » na « fabrica » e eu vou ter que ir « resolver » isso com ele (sábado a noite com o filho do dono.) – e foi entrando no Vectra

De novo. Mais uma vez tava ele, uma garrafa cheia, um maço de Gudan, sábado a noite no King. – Que se foda, eu já tinha dito que ia encher a cara, vou cumprir. Uma hora, meia garrafa e um quarto de maço de Gudan depois teve aquela brilhante idéia de sempre. Brilhante, não sei, original nem tanto, previsível, com certeza.

- Waldemar, pendura ai e traz a nota preu assinar !

Entrou na Saveiro e tocou pro único lugar onde tinha certeza de encontrar varias mulheres receptivas. Do tipo que se vão embora com outros, por que esses tem mais dinheiro, ele não acharia nada de errado : Amaral Peixoto. Parou do lado da carrocinha, comeu um podrao quente e Red Laibo debaixo do braço atravessou a avenida pra sentar nas escadarias da Assembléia e trocar umas idéias com as colegas. Ofereceu uísque, perguntou o nome, contou suas magoas e esperou compaixão :

- Po, você num faz de graça não ? Já são duas horas da manha. Hoje num vai dar cliente não Eu boto um uísque na sua fita. – Tentou, acreditando que podia dar certo.

- Po, bebe ai, vamo la… hoje voce num vai arrumar cliente nao. Já são 3 horas… vamo la. A gente vai pra um motel maneiro. Eu peco outra garrafa… a gente zoa tudo junto, num motel maneiro.

O pouco dinheiro que ele tinha na carteira ele queria guardar pra pagar um eventual motel. Mas as quatro da manha e completamente bêbado, falou foda-se pela terceira vez naquela noite. Resolveu pagar pelos serviços da moçoila que a essa altura já tava levando fé na conversa de que não ia arrumar cliente e resolveu dar um desconto pro bebum que já tava la há um tempao fazendo companhia.

Entraram juntos na Saveiro e ele tocou pro barreto, pro famoso motel maneiro que ele conhecia. Estampado num cartaz na entrada o preço da espelunca: 6 reais por três horas. Pediu o melhor quarto pro recepcionista que lhe entregou a chave com um pedaço de madeira amarrado com barbante e o numero 7 escrito à mão com tinta preta.

Entraram no quarto e o Herói manda a moçoila pro chuveiro tomar um banho enquanto ele se serve a ultima dose da garrafa que ele tinha matado sozinho. Inevitavelmente, quando a moçoila sai do chuveiro nosso Herói já roncava a 80 decibéis. Acordou com o dia claro, a luz entrando pela cortina vermelha do quarto e a moçoila sentada na cama olhando pra cara dele:

- Me paga ai, que eu quero ir embora.
- Pagar o que ? Eu num comi, não tenho que pagar…
- Tem que pagar sim, num fez nada porque dormiu, bêbado, mas vai ter que pagar pelo tempo que eu perdi.
- Perdeu tempo nada. Tava la no meio da rua sem fazer porra nenhuma. Não passou ninguém que te queria. Num pago porra nenhuma. Num comi…
- Vai pagar sim. Se não você vai ver… já anotei a placa do seu carro. Se não pagar você vai ver.

O Herói ficou com medo e decidiu mudar o discurso :

- Ta bom, mas eu to sem dinheiro aqui. Vamo, entra no carro que eu vou passar num caixa eletrônico pra tirar a sua grana.

Pagou o motel com a única nota de dez que tinha na carteira e entrou na Saveiro com a moçoila que agora já tinha diminuído o tamanho do beiço por acreditar que ia levar algum sem ter tido que trabalhar.

- Olha la, ali tem um caixa automático.
- Num vou pagar porra nenhuma não !
- Mas você disse que ia me pagar.
- Disse, pra você num fazer escândalo no motel do meu camarada. Mas num comi e num vou pagar. Além do mais você é di-menor.
- De menor é o caralho eu tenho 21 anos e se você nao pagar voce vai ver…
- Vou ver o que ? Você é di-menor, eu nao comi e nao vou pagar. Alem do mais eu sou Policia. Vou te levar pra delegacia porque voce é di-menor.
- Que mané policia o que ? Com essa cara ? Com esse carro ? Policia tem Gol ou Voyage num tem Saveiro…

Nisso já estavam de volta na amaral peixoto e o Herói fala foda-se pela ultima vez na noite. Sua blefada final: Parou o carro na frente da DP, mostrou a moçoila sua carteira de filho de militar abriu a porta da Saveiro e soltou :

- Ha, num é di-menor nao ? Entao vamo la dentro averiguar esse fato!

A moçoila abriu a porta da Saveiro e sumiu em direçao da Barão do Amazonas.

As 7 :30h a Saveiro buzina na porta la de casa. O Heroi queria ir a praia…

Dioeidra

I cdnuolt blveiee taht I cluod aulaclty uesdnatnrd waht I was rdanieg. The phaonmneal pweor of the hmuan mnid, aoccdrnig to a rscheearch at Cmabrigde Uinervtisy, it deosn't mttaer in waht oredr the ltteers in a wrod are, the olny iprmoatnt tihng is taht the frist and lsat ltteer be in the rghit pclae. The rset can be a taotl mses and you can sitll raed it wouthit a porbelm. Tihs is bcuseae the huamn mnid deos not raed ervey lteter by istlef, but the wrod as a wlohe.! Amzanig huh? yaeh and I awlyas tghuhot slpeling was ipmorantt!

terça-feira, maio 02, 2006

Ja dizia Raul Seixas...

Nao confundir a falta de respostas com a ignorancia. Ignorar é a bencao maior. Falta de respostas é saber da existencia e nao saber como lidar, responder ou explicar. Ai sim, é o panico. Como todas as perguntas sem respostas. Porque perguntas sem respostas, todas essas que os filosofos tentam responder, sao crueis e deseperadoras. A igonorancia é o estado sublime de nao chegar nem ao ponto de se fazer perguntas. E se nao ha perguntas, nao tem de haver respostas e tampouco problemas existencias relacionados a elas.
Nao que os ignorantes nao sofram. Sofrem. Sofremos. Mas sao dramas mais mundanos, mais praticos. Nada como se deparar com o vazio de uma vida voltada pro trabalho, em busca de conforto e bem estar material, face a perspectiva da morte certa e irrevogavel. Nada como imaginar o porque das coisas perante um mundo onde os porques sao abundantes assim como os comos, os ondes, e os quandos. Queria ser um obcecado, determinado apaixonado por qualquer coisa que me desse um sentido, solido, direto e inabalavel. Eu sou extremamente abalavel. Pelas ideias dos outros, pelas minhas proprias e pela falta delas. Foi Raul Seixas que disse: “Eh uma pena eu nao ser burro. Talvez eu nao sofresse tanto.”

quinta-feira, abril 27, 2006

Quem nunca trasgrediu sua lei, diga?
Uma vida sem pecado, que gosto tem?Diga!
Se punes com o mal, o mal que causei,
Qual a diffrenca entre voce e eu ? Diga ! -
Omar KHAYYAM (1048 - 1141)

FEDENDO A HASHISH!

Se liga! Os fatos tao quentes ainda. Aconteceu tem meia hora. Caralho! Ainda ta rolando a adrenalina e a barriga ta doendo um pouco. Deve ser por causa do tabaco, que tava misturado com a brenfa. Ou entao so o susto mesmo.
Entao. Acordei, tomei o café, li o jornal na internet. Olhei pra um lado, olhei pro outro. Apartamento a maior zona. Louca na pia pra caralaho pra lavar. Um calor dos infernos nesse vale filho da puta que funciona mais ou menos como uma estufa. Sol quente em cima, poluicao formando uma barreira que impede o ar de circular. Resultado : Cidade mais quente dessa merda de pais de cilma ameno (?????). Porra no Brasil faz calor mas nego vai a praia. Aqui nego cozinha. Hoje e dia de festa da musica e nego vai tudo pra rua beber e tocar. Cada canto tem uma banda, uma apresentacao, no meio de rua, numa garagem. Entao eu decidi que ia no banco (la tem ar refrigerado, Show!) ia pagar o aluguel, que ja tava atrasado, depois eu ia na beira do rio fumar unzin. Voltar pra casa, relaxar pra ir pra rua mais tarde. Apertei um a europeia (com um pouco de tabaco misturado e filtrinho de papelao) e parti. Fui no banco, fiquei um tempao no fresquinho. Vcs nao tao entendendo. Nem no BR eu passo mal de calor assim. La tem ar refrigerado em tudo que eh canto. E praia.

Depois de pagar o aluguel, andei ate o rio e sentei num cantinho na sombra. Fumei o beque tranquilamente, mas nem fiquei muito tempo de bobeira. Quis voltar logo pra casa pra ver na internet o preco de aluguel de carro e umas opcoes de trilhas e lugares maneiros na regiao. Apaguei a ponta mais ou menos no ultimo terco e subi andando tranquilamente com ela na mao. Quando tava chegando na rua abri o maco de cigarro pra guardar ela dentro. Mais na frente vinha um casal de bicicleta. Continuei andando e fazendo o que estava fazendo, tranquilo. Guardei a ponta no maco quando estava a uns cinco metros, no maximo, do casal. E quando acabei de fazer isso, me dei conta. Eram dois policias, tipo os da praia no Rio. De short e camiseta branca, dando ronda de bicleta na beira do rio. CARALHO !!!! Nao tinha me ligado mesmo. Aqui tem muito cilclista, que anda de uniforme, parada de competicao. E e verdade que aqui eu nao fico na mesma atividade que no Brasil. E mais dificil nego te enquadrar. A nao ser que vc guarde a ponta na cara do figura!

Entao. Quando eu passei do lado do porquinho, e me dei conta que era quem era, pensei : Fudeu ! Continuei andando, normal, de oculos. PANN ! Olhando pra frente, corpo durinho, passo firme.

– Monsieur? Qu’est-ce que vous avez mis dans votre paquet?

Eu ? nem eh comigo. Continuei andando, abri o maco tirei a ponta e sem olhar pra traz enfiei na boca dei duas mastigadas e empurrei pro gogo. Quando a baga tava passando pelo meio da garganta, Mr. Le Porc voou no meu pescoco agarrou com as duas maos e comecou a gritar em frances :

- Crachez, crachez (Cospe, cospe)!

O bicho agarrado no meu pescoco, a ponta agarrada no meio da guela e eu nao ia cospir nem vomitar ela por nada nesse mundo. Fingi que ele tava me sufocando e pedi socorro contra a violencia policial. Ficou agarrado no meu pescoco ateh achar que ja era tarde demais. Nem era. A ponta so desceu mesmo quando ele largou o pescoco. Desceu, com bagulho, tabaco, filtrinho de palelao e o caralho. Ainda bem.

A partir dai foi aquela lenga lenga tradicional. Deve ser igual em qualquer pais do mundo. Good cop, Bad cop !

-Documeto! Faz o que? Mora onde ? Tem mais? Voce ta fedendo a hashish !

Revista uma, duas vezes. Procura pelo chao. Truculencia, habitutual.

- Mao no muro ! Cade o maco de cigarro ? Abre as pernas !

No bolso, na mao, no maco de cigarros. Na cueca!

- To sem cueca MESSIE!

–Voce ta fedendo a hashish ! Voce eh maluco ? O ultimo que fez isso foi parar quase morto no hospital… Era maconha ou hashish ?

Eu quieto… A vaquinha parceira dele diz :

- Era rashish ! Voce viu a cor da lingua dele ?

- Messier, Vous puez au Shit ! (Senhor, o Sr. Esta fedendo a hashish!).

- Voce faz o que em Grenoble?

- Estudante? Italiano?

-Han? Brasileiro????

- E ai ? Vamo levar ele ?

- Nao adianta… ele engoliu o Flagrante.

- Monsieur - me dando os meus documentos- on vas se faire voir ! ( a gente ainda vai se ver).

Ralei.

Nao era hashish. Era green!

Sem acentos


Entao...Agora que eu arrumei um emprego, arrumei tempo pra ter um brog. Nao esperem por posts toda semana e nao reclamem: nao tem acento (qualquer dia configuro meu teclado), nao sei escrever e vou me esconder atras do anonimato pra exibir as merdas que penso e escrevo. Vou comecar postando uns textos que eu escrevi e nao joguei fora depois que li e fiquei com vergonha de ter escrito essas merdas. Esclarecimentos: Moro na Franca ("Fransa" sem acentos ou cedilhas. avisei) ha tres anos. Nao leio Blogs mas resolvi escrever depois de ler um que eu gostei do Viciado Carioca. Nao sou viciado! Nao cheiro! Fumo maconha, e maconha nao vicia (eu sei, eu sei nao enche o meu saco!) cria bons habitos. GOSTO MUITO! Nao entendo porra nenhuma de computador... e foda-se. Chega de explicacao. Vambora